Sinopse
José Lanzellotti foi um artista único. Exímio pintor, tinha tanto interesse pelos Índios brasileiros e outros tipos regionais como sertanejos e cangaceiros, que tornou-se um cronista visual especializado em retratar essas etnias. Mais que isso, tornou-se sertanista e um expert no folclore e nas várias culturas regionais que compõem o Brasil. Ilustrou inúmeros livros sobre o folclore brasileiro, sempre com um traço inconfundível e magistral que o levou a ser considerado pela crítica o “Debret do século 20”. Com sucesso conquistado como pintor, escultor e figurinista, resolveu se aventurar também pelas histórias em quadrinhos, mídia muito popular naquela época. Criou então “Raimundo, o cangaceiro”, considerado o primeiro cangaceiro dos quadrinhos. A saga de “Raimundo” estreou na revista “Aliança Juvenil”, em julho de 1953, e durou até a edição de janeiro de 1954, perfazendo seis capítulos num total de 45 páginas. Graças ao farto conhecimento que Lanzellotti tinha do assunto, as histórias de “Raimundo” traziam textos e personagens verossímeis e um desenho de forte estética barroca. O próprio personagem central, o jovem cangaceiro Raimundo, possuia feições delicadas em comparação com os traços abrutalhados dos outros cangaceiros do grupo, lembrando um anjo barroco vingador. E vingança é com ele mesmo. Após ter seu pai assassinado e suas terras roubadas pelo latifundiário Coronel Venâncio, o efebo Raimundo entra para o grupo do cangaceiro Sussuarana e passam juntos a percorrer o agreste, fazendo justiça com as próprias mãos. Enfrentam a polícia e os coronéis do sertão, defendendo os mais humildes e explorados.
“Raimundo” teve suas cinco primeiras HQs republicadas nos anos 60, pela editora Pan Juvenil, em duas edições de gibi próprio e depois foi totalmente esquecido pelos editores. Até agora, quando finalmente, pela primeira vez, as seis HQs foram reunidas num único álbum. Aliás, mais que um álbum de quadrinhos, este volume é um verdadeiro documento histórico da HQ e da cultura brasileira.
Em tempos de “Bacurau”(o filme), “Raimundo” soa extremamente atual e só mostra como a legítima cultura brasileira precisa ser resgatada, valorizada e defendida, em detrimento da cultura estrangeira massificada que nos é imposta, e nos mata pouco a pouco diariamente.
“Raimundo” vive!
“Raimundo” teve suas cinco primeiras HQs republicadas nos anos 60, pela editora Pan Juvenil, em duas edições de gibi próprio e depois foi totalmente esquecido pelos editores. Até agora, quando finalmente, pela primeira vez, as seis HQs foram reunidas num único álbum. Aliás, mais que um álbum de quadrinhos, este volume é um verdadeiro documento histórico da HQ e da cultura brasileira.
Em tempos de “Bacurau”(o filme), “Raimundo” soa extremamente atual e só mostra como a legítima cultura brasileira precisa ser resgatada, valorizada e defendida, em detrimento da cultura estrangeira massificada que nos é imposta, e nos mata pouco a pouco diariamente.
“Raimundo” vive!






