Biblioteca, cultura e convivência

Gibiteca Álvaro de Moya

Um espaço dedicado aos quadrinhos, à formação de leitores e ao encontro entre histórias, gerações e novas ideias.

Gibiteca Álvaro de Moya

Gibiteca Álvaro de Moya

Pensar numa Biblioteca é pensar em estudos, conhecimentos e descobertas diretamente dos livros e acervo oferecidos, certo? De uma certa forma, sim. Mas a esses espaços foram se incorporando, ao longo do tempo, outras atividades e entretenimentos e aquela visão de uma Biblioteca apenas para pesquisas e estudos convencionais foi se transformando.

Nossa Biblioteca, “Prof. Arthur Riedel”, efetivamente em atividade desde 1974, sempre buscou oferecer aos frequentadores um acervo de livros em consonância com as necessidades e expectativas dessa época. Ou seja, seguia-se o padrão de excelência do que melhor havia a oferecer para as pesquisas e estudos, o que a destacou como uma das melhores Bibliotecas do Estado.

Inovações

Gradativamente, foram sendo apresentadas novas ações e atividades aos frequentadores com o objetivo também de torná-la um palco de convivência e trocas de informações, quando se destacaram as visitas de escritores e as contações de histórias. Com o advento de alguns novos itens de entretenimento, que não eram acessíveis à maioria das pessoas, houve o cuidado em adquirir não só os discos em vinil e fitas em VHS, e posteriormente os CDs, DVDs, Blu-rays, mas os equipamentos de reprodução que eram muito caros. Muitos jogos também foram disponibilizados pelo mesmo motivo.

Garantir o acesso a obras e equipamentos que por seu custo nem sempre são acessíveis à maioria das pessoas é uma forma de democratizar o conhecimento.

Na área dos impressos, ganharam espaço em nossa Biblioteca, nos anos 1990, as revistas de histórias em quadrinhos, ou gibis, nome que foi popularizado no Brasil e acabou se tornando sinônimo de HQs. Porém, era mais uma forma de oferecer essas publicações, sobretudo aquelas voltadas ao público infantojuvenil, ao lado de outras revistas periódicas.

Infelizmente, ao passar por uma série de reformulações, a aquisição de HQs, bem como dos vinis, CDs, DVDs, Blu-rays e jogos, cessou e o que havia foi para o depósito, numa visão de que eram desnecessários ante o surgimento de novas mídias e suas próprias maneiras de interação. Essa mesma visão quase atinge o livro físico e, via de consequência, por pouco não transforma a Biblioteca num pequeno ambiente para a guarda de um restrito acervo. Numa manifestação clara de que as novas tecnologias eletrônicas já haviam superado a nossa tradicional Biblioteca.

Porém, num esforço de resgate do espaço da Biblioteca para reviver seus melhores momentos, foi que, a partir de 2021, passou-se a trabalhar na viabilização da convivência entre o que se supunha superado e o novo. Buscou-se estimular a frequência de jovens e crianças oferecendo-lhes títulos e atividades compatíveis. O espaço foi repaginado, tornando o ambiente mais atrativo e acolhedor. Foi criada uma área geek para oferecer as novidades tecnológicas (ainda não de todo concluída) e também espaço para atividades interativas como o xadrez, Magic e outros jogos de mesa, além de uma Gibiteca, sobre a qual vamos tratar a seguir.

A Gibiteca

Aquele pequeno acervo de gibis esquecido no depósito deu início simbólico à criação de uma Gibiteca.

E essa ideia foi ganhando corpo até que de fato foi inaugurada a Gibiteca Álvaro de Moya, homenageando aquele que foi um dos maiores expoentes do quadrinismo nacional e que projetou nossos artistas internacionalmente. Contando com o apoio do jornalista e editor Francisco Ucha, a Gibiteca foi idealizada para ser ousada.

Instalada num simpático espaço de nossa Biblioteca, a Gibiteca é coordenada pelo Jorge Octávio, que vem ampliando o acervo com obras importantes e variadas, além de projetar eventos e atividades no intuito de disseminar o gosto por essa arte e, também, estimular o surgimento de novos talentos com a realização de oficinas para os jovens e estudantes da rede pública de ensino.

Seu acervo já conta com um sistema de catalogação que possibilitará a consulta pelos usuários tanto na Biblioteca como pela internet.

Motivo de satisfação é observar que, em tão pouco tempo de existência, a Gibiteca Álvaro de Moya tem como público predominante os jovens, que já demonstram um vivo interesse por essa forma de expressão artística.

Conheça as histórias que vivem neste acervo.

Pesquise títulos, autores e coleções antes de visitar a Gibiteca.

Explorar o acervo