Sinopse
Em 1928, em algum lugar do sertão nordestino, em plena era do cangaço, uma história de ódio, traição e vingança se desenrola entre duas famílias.
De um lado, Emerenciano, representante das oligarquias rurais dos antigos "coronéis", exercendo o poder pela violência. Do outro, o fazendeiro Ananias, disposto a tudo para defender sua honra e sua família.
Envolvidos no conflito, voluntariamente ou não, muitos outros, como o cangaceiro Carcará, a valente Dona Rosa, o covarde Antenor e o vingativo André. Todos personagens de um verdadeiro balé de violência, coreografado à ponta de faca e encenado em meio a uma sinfonia de tiros e gritos de dor, ódio e desespero.
Positivo/Negativo
Aloísio de Castro nasceu em São Paulo em janeiro de 1955, mas cresceu em Sorocaba, onde começou sua paixão pelos quadrinhos. Estudou engenharia e arquitetura, mas acabou virando ilustrador publicitário, trabalhando para várias agências. Estreou nos quadrinhos na lendária revista Calafrio, em 1984, com a história Censurado, em parceria com o também roteirista e desenhista Wilson Vieira, na época recém-chegado ao Brasil, depois de uma longa temporada na Itália, onde trabalhou com Sergio Bonelli.
Essa parceria rendeu várias outras histórias, inclusive o álbum Gringo, o escolhido, bangue-bangue tradicional produzido em 1986, mas publicado apenas em 2006, em que pese a pouca qualidade.
De lá pra cá, Aloísio publicou na revista Front e participou do álbum Prontuário 666 - Os anos de cárcere do Zé do Caixão.
Carcará foi realizada com o apoio do ProAC - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e marca a volta de Aloísio às histórias mais longas, em forma de álbum. E que álbum!
Não é uma história exatamente inédita. Personagens rudes e justos, maus e covardes, gente oprimida que reage como pode a seus opressores são comuns em histórias de cangaceiros. E estão em Carcará. Aliás, a trama é arquetípica, pois funcionaria igualmente se, em vez do sertão nordestino, o cenário fosse o Velho Oeste norte-americano.
Mas isso não quer dizer que não seja uma boa aventura.
O álbum tem um ritmo alucinante, é decupado como os melhores filmes e tem ótimos diálogos, em que pese a caracterização "seca" que os personagens pedem.
A trama é tão bem conduzida, que passa rápido e deixa o leitor querendo mais, mesmo que o destino de alguns personagens seja bastante previsível.
No entanto, a grande força de Carcará está nos desenhos. É nítido que Aloísio (desde sua estreia, em 1984) tem influência de Sergio Toppi e de outros artistas italianos - e ele nunca escondeu essa influência. Mas nestas páginas vê-se um artista maduro, em sua plenitude, que sabe exatamente o que colocar na página e o que deixar de fora, qual é o melhor angulo a explorar numa cena, que figura merece destaque na composição.
Crédito da capa: Guia dos Quadrinhos
http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/carcara/ca620100/92571
De um lado, Emerenciano, representante das oligarquias rurais dos antigos "coronéis", exercendo o poder pela violência. Do outro, o fazendeiro Ananias, disposto a tudo para defender sua honra e sua família.
Envolvidos no conflito, voluntariamente ou não, muitos outros, como o cangaceiro Carcará, a valente Dona Rosa, o covarde Antenor e o vingativo André. Todos personagens de um verdadeiro balé de violência, coreografado à ponta de faca e encenado em meio a uma sinfonia de tiros e gritos de dor, ódio e desespero.
Positivo/Negativo
Aloísio de Castro nasceu em São Paulo em janeiro de 1955, mas cresceu em Sorocaba, onde começou sua paixão pelos quadrinhos. Estudou engenharia e arquitetura, mas acabou virando ilustrador publicitário, trabalhando para várias agências. Estreou nos quadrinhos na lendária revista Calafrio, em 1984, com a história Censurado, em parceria com o também roteirista e desenhista Wilson Vieira, na época recém-chegado ao Brasil, depois de uma longa temporada na Itália, onde trabalhou com Sergio Bonelli.
Essa parceria rendeu várias outras histórias, inclusive o álbum Gringo, o escolhido, bangue-bangue tradicional produzido em 1986, mas publicado apenas em 2006, em que pese a pouca qualidade.
De lá pra cá, Aloísio publicou na revista Front e participou do álbum Prontuário 666 - Os anos de cárcere do Zé do Caixão.
Carcará foi realizada com o apoio do ProAC - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e marca a volta de Aloísio às histórias mais longas, em forma de álbum. E que álbum!
Não é uma história exatamente inédita. Personagens rudes e justos, maus e covardes, gente oprimida que reage como pode a seus opressores são comuns em histórias de cangaceiros. E estão em Carcará. Aliás, a trama é arquetípica, pois funcionaria igualmente se, em vez do sertão nordestino, o cenário fosse o Velho Oeste norte-americano.
Mas isso não quer dizer que não seja uma boa aventura.
O álbum tem um ritmo alucinante, é decupado como os melhores filmes e tem ótimos diálogos, em que pese a caracterização "seca" que os personagens pedem.
A trama é tão bem conduzida, que passa rápido e deixa o leitor querendo mais, mesmo que o destino de alguns personagens seja bastante previsível.
No entanto, a grande força de Carcará está nos desenhos. É nítido que Aloísio (desde sua estreia, em 1984) tem influência de Sergio Toppi e de outros artistas italianos - e ele nunca escondeu essa influência. Mas nestas páginas vê-se um artista maduro, em sua plenitude, que sabe exatamente o que colocar na página e o que deixar de fora, qual é o melhor angulo a explorar numa cena, que figura merece destaque na composição.
Crédito da capa: Guia dos Quadrinhos
http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/carcara/ca620100/92571






